Muito há por fazer si fazer no que diz respeito a se trazer moralidade, respeitabilidade, seriedade a uma categoria seja lá ela qual for.
Todos que fazem uma determinada classe de profissionais têm que juntos colaborar, não podemos esperar que apenas um Conselho, um sindicato, resolvam sozinhos todos os problemas, até porque todos são responsáveis por essas diretorias,quando digo todos, na verdade, digo,todos os que votaram a favor, como os que votaram contra e principalmente os que se omitiram em formá-las, portanto, são elas o retrato do universo de seus eleitores. Isso se dá em toda sociedade organizada e em todos os setores, sejam, políticos, econômicos e sociais.
Uma das maiores reclamações da categoria é o grande número de profissionais irregulares atuando no segmento imobiliário, em nosso mercado especificamente, no entanto esse quadro não nos parece tão diferente do quadro no restante do país.
Lendo uma reportagem do Jornal Estado de Minas podemos ver que por lá as mesmas dificuldades são observadas, nesse sentido, abro o tema a discussão entre os colegas aqui do Fórum, para troca de idéias e possíveis caminhos a soluções.
Transcrevo abaixo o texto da reportagem:
"Corretores ilegais invadem mercado imobiliário"
Antes de fechar a compra da tão sonhada casa própria, é preciso ter cuidado na escolha do corretor envolvido na negociação. O aquecimento do mercado imobiliário fez crescer o número de pessoas que atuam ilegalmente na profissão, o que traz sérios danos para o bolso do cliente. Em alguns casos, a economia de anos vai pela janela. Em Minas Gerais, o número de autuações feitas atualmente é cinco vezes maior do que as realizadas há quatro anos, segundo dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (CRECI-MG). Desde janeiro, 1.094 pessoas foram autuadas pelo exercício ilegal na atividade imobiliária. Só em outubro, 145 falsos corretores de imóveis foram autuados, o que significa cinco por dia.
Ao procurar um corretor de imóveis, o consumidor deve, antes de mais nada, exigir a carteira do Creci. “O mercado está muito aquecido, o que tem chamado a atenção de profissionais falsos. O verdadeiro corretor precisa ter conhecimento técnico da atividade e saber de toda a documentação necessária na transação, pois a compra de imóvel é um negócio que envolve muito dinheiro. Em alguns casos é a economia da vida inteira”, afirma Ricardo Mendes Santos, superintendente do Creci.
Em Minas, existem 11.146 corretores em atividade. Segundo Santos, os corretores que trazem prejuízo aos consumidores podem ser denunciados no Creci, que abre um processo administrativo para o caso. “Ele vai ser julgado e pode ter seu registro cassado”, afirma. Entre os golpes mais comuns, segundo o Creci, está a venda de imóvel antes de ser penhorado ou ir a leilão. Para evitar o dano, é preciso que seja feita a Certidão Negativa de Ônus Reais sobre o Imóvel. “Muitas vezes, o próprio corretor pode ter sido enganado pelo vendedor”, observa Santos.
Para ser corretor de imóveis com registro no Creci é preciso ter diploma técnico em transações imobiliárias ou ser gestor de negócios imobiliários (para tirar o diploma, é necessário curso com duração média de nove meses), inscrição no Creci e segundo grau completo. Para saber se o corretor é credenciado no Creci, basta acessar o site www.crecimg.com.br e verificar se o nome da pessoa consta no banco de corretores.
A administradora Andréa Oliveira conta que se sentiu lesada na compra de um apartamento de três quartos no Bairro Buritis, pelo valor de R$ 180 mil. Mas, segundo ela, parte do pagamento (R$ 25 mil) não foi repassada ao dono do imóvel e ficou com a corretora. “Fiz o negócio com uma autônoma, que conheci na escola do meu filho. Ela passou cartão e tudo, mas depois que fui ver que não tinha o número do Creci”, diz. Os cheques do pagamento eram intermediados pela corretora, que se apresentou como Cynthia Lanna. “O apartamento que custava R$ 180 mil, vai sair por R$ 205 mil. Vou ter que vender meu carro para pagar o resto da dívida. Enquanto isso, a vendedora reformou a casa, comprou televisão de LCD e trocou de carro”, diz.
A reportagem do Estado de Minas ligou para Cynthia Lanna e perguntou sobre a oferta de um imóvel a venda na internet. Ela respondeu que era imóvel de um amigo e que ela só ajudava na venda. Depois respondeu que só vendia imóveis próprios. “Eu tinha dois imóveis que vendi e agora estou ajudando um amigo. Eu não mexo com isso”, diz. Ao ser indagada sobre a venda do imóvel de Andréa, ela afirmou, no primeiro momento, que não conhecia nenhuma pessoa com esse nome. Depois disse que era mãe de um colega do seu filho. Em seguida, assumiu que ajudou Andréa na compra de um imóvel, mas não foi intermediária no pagamento. “Estudo direito e ela me pediu que orientasse na compra do imóvel. Mas a verdade é que comprou com cheque sem fundo”, diz. Cynthia admite que não é credenciada no Creci. “Já fiz o pedido de credenciamento no Creci. Mas for olhar os profissionais de corretagem sem carteira do Creci, é meia Belo Horizonte. Você vai ter que checar isso bem”, completou.
Fonte: Geórgea Choucair - Estado de Minas
Continuo afirmando por ter essa convicção, nada mudará enquanto os próprios membros da categoria não fizerem ou quiser que se mude alguma coisa.
Não teremos dirigentes fortes enquanto estes sejam eleitos e reeleitos por uma minoria, por mais eficiente que seja esse trabalho, haveremos sempre de estar nos debatendo com esses fatos de corretores irregulares presentes no mercado.
Não teremos dirigentes fortes enquanto estes sejam eleitos e reeleitos por uma minoria, por mais eficiente que seja esse trabalho, haveremos sempre de estar nos debatendo com esses fatos de corretores irregulares presentes no mercado.
Não poso deixar de registrar que essa nova diretoria tem seus meritos, venceu as eleições de uma certa forma com folga, mas não vejo ou não são divulgados suas propostas. Um instrumento que seus antecessores não deixaram foi um site, uma ferramenta atual que poderia auxiliar em muito no contato com toda a categoria, nem isso foi feito.
Entre essa ação e outras tantas ficam sempre deixando a desejar.
Assim é quase que sintomático uma resposta de todos no sentido de cada vez mais ficar a categoria desagregada e sem o menor interesse no sentido de colaborar, se colocando assim na posição dos maiores responsáveis por esse estado de inércia.
Comentário por CAPE Corretores Associados de PE (moderador)
(1/9/2010 - 06h48min)
Especialista é aquele que se dedica exclusivamente ao estudo e prática de determinado ramo, segmento ou profissão.
Quando você fica doente, procura um médico. Da mesma forma, na hora de buscar um imóvel, deve-se optar por um especialista. De acordo com uma das definições do dicionário de língua portuguesa, especialista é aquele que se dedica exclusivamente ao estudo e prática de determinado ramo, segmento ou profissão.
Corretores que partirem desse princípio e da percepção de que o mercado imobiliário é local, encontrarão pela frente uma verdadeira trilha de oportunidades para se destacar na profissão, caso encontrem a especialização adequada. Toda região possui particularidades, as quais devem ser respeitadas, sob pena de trazer insucesso aos aventureiros.
Desde a especialidade em imóveis comerciais ou industriais; em credito imobiliário ou em leilões de imóveis; até locações ou imóveis na praia, os corretores devem partir do todo para afunilar conhecimentos e chegar ao foco de sua especialidade. Para isso, investir em conhecimento é imprescindível.
Não importa qual o segmento, o que conta é o diferencial. Para isso, é preciso ser referência em sua cidade, bairro, rua, faixa de renda, valor do imóvel, perfil de clientes ou canal de comunicação. Um corretor especializado em uma rua de apenas 500 metros, por exemplo, que conhece cada imóvel com tantos detalhes que parece ser ele mesmo o próprio dono, certamente, confere maior segurança ao comprador por meio de sua própria autoconfiança.
Os exemplos americano e inglês podem servir de inspiração. Lá, para cada negócio realizado, dois corretores estão envolvidos: o do comprador e o do vendedor, oferecendo maior sensação de segurança aos envolvidos. O corretor do comprador tem foco no cliente, preocupa-se em cativá-lo, atendê-lo com excelência e apresentar-lhe as melhores opções de compra dentro das especificações solicitadas.
Normalmente, esse profissional é sempre indicado, atende toda a família, amigos, parentes. Constrói sua rede pelas indicações de confiança. Já o corretor do vendedor tem foco na captação de produtos e oportunidades, ou seja, trabalha muito por meio dos sistemas de vendas interligados e em parceria com outros corretores. Quando os interesses se encontram, nada mais justo que o clássico “fifty” - 50% para cada um.
Reflita e defina qual será sua especialização, segmento de atuação, público-alvo e como desenvolverá essas habilidades. Invista sempre em diferenciais e aproveite o grande momento deste mercado em crescente demanda e carente de especialistas.
Daniel Rosenthal: administrador de empresas, corretor de imóveis e um dos organizadores do Corretor Show
Fonte: Redimob
Corretores que partirem desse princípio e da percepção de que o mercado imobiliário é local, encontrarão pela frente uma verdadeira trilha de oportunidades para se destacar na profissão, caso encontrem a especialização adequada. Toda região possui particularidades, as quais devem ser respeitadas, sob pena de trazer insucesso aos aventureiros.
Desde a especialidade em imóveis comerciais ou industriais; em credito imobiliário ou em leilões de imóveis; até locações ou imóveis na praia, os corretores devem partir do todo para afunilar conhecimentos e chegar ao foco de sua especialidade. Para isso, investir em conhecimento é imprescindível.
Não importa qual o segmento, o que conta é o diferencial. Para isso, é preciso ser referência em sua cidade, bairro, rua, faixa de renda, valor do imóvel, perfil de clientes ou canal de comunicação. Um corretor especializado em uma rua de apenas 500 metros, por exemplo, que conhece cada imóvel com tantos detalhes que parece ser ele mesmo o próprio dono, certamente, confere maior segurança ao comprador por meio de sua própria autoconfiança.
Os exemplos americano e inglês podem servir de inspiração. Lá, para cada negócio realizado, dois corretores estão envolvidos: o do comprador e o do vendedor, oferecendo maior sensação de segurança aos envolvidos. O corretor do comprador tem foco no cliente, preocupa-se em cativá-lo, atendê-lo com excelência e apresentar-lhe as melhores opções de compra dentro das especificações solicitadas.
Normalmente, esse profissional é sempre indicado, atende toda a família, amigos, parentes. Constrói sua rede pelas indicações de confiança. Já o corretor do vendedor tem foco na captação de produtos e oportunidades, ou seja, trabalha muito por meio dos sistemas de vendas interligados e em parceria com outros corretores. Quando os interesses se encontram, nada mais justo que o clássico “fifty” - 50% para cada um.
Reflita e defina qual será sua especialização, segmento de atuação, público-alvo e como desenvolverá essas habilidades. Invista sempre em diferenciais e aproveite o grande momento deste mercado em crescente demanda e carente de especialistas.
Daniel Rosenthal: administrador de empresas, corretor de imóveis e um dos organizadores do Corretor Show
Fonte: Redimob
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